March 11, 2011

Kelly Slater continua o seu reinado com a 46.a vitória no ASP World Tour

O dez vezes campeão mundial Kelly Slater continua o seu reinado no ASP World Tour, aumentando para 46 o seu recorde de vitórias na carreira. Na final, o maior ídolo do esporte bateu o defensor do título na Gold Coast para vencer o Quiksilver Pro da Austrália pela terceira vez. As outras foram em 2006 e 2008 e ele também tem um bicampeonato na Gold Coast em 1997 e 1998, quando a etapa era patrocinada pela Billabong. Poucas ondas boas entraram na bateria decisiva e Taj Burrow não conseguiu repetir suas ótimas atuações nas direitas de Snapper Rocks.

Na semifinal contra o sul-africano Jordy Smith, o australiano fez o maior placar da quarta-feira com notas 9,23 e 8,33 usando suas rabetadas como arma mortal. Foi a reedição da final do ano passado e deu Taj Burrow mais uma vez.

Já Kelly Slater foi liquidando seus adversários logo nas primeiras ondas que surfava nas baterias. Foi assim desde o primeiro duelo do dia com o havaiano Dusty Payne. Já começou com nota 8,73 num tubo seguido de várias manobras.

A quarta-feira decisiva do Quiksilver Pro foi dividida em duas partes. Pela manhã na maré cheia, rolaram as quartas de final e o brasileiro Alejo Muniz quase derrota o vice-campeão na Gold Coast no ano passado na última bateria. Ele liderou do início até o minuto final, quando o sul-africano achou a onda da virada.

Ainda assim, o quinto lugar foi um ótimo resultado para um estreante na elite mundial. Enquanto rolava essa bateria, Kelly Slater se reuniu com os outros classificados e o diretor de prova, com todos concordando em adiar as semifinais para as 13 horas, na maré mais seca. A expectativa era de que nessa condição Snapper Rocks apresentasse mais tubos como nos dias anteriores. Só que isso não aconteceu e as finais rolaram em ondas piores do que as da manhã.

BATERIA DE CAMPEÕES – Uma bateria especial com campeões mundiais do passado, como Martin Potter, Mark Occhilupo, Tom Carroll, antecedeu as fases decisivas do Quiksilver Pro. A praia já estava lotada, com gente em cima da bancada, dentro d´água, todos querendo ficar bem próximo dos atletas. Slater conversou um pouco com Martin Potter na área dos atletas antes de ir pro mar enfrentar seu companheiro de equipe, o português Tiago Pires.

E logo abriu a primeira semifinal com um longo floater despencando do lip, emendando batidas, rasgadas e um layback jogando muita água para já começar com nota 8,67. Na segunda onda pega outra direita boa e desfila seu arsenal de manobras para praticamente liquidar a fatura com um 8,10. Curiosamente, depois dessas duas ondas o mar mudou, ficou mexido, a correnteza voltou junto com o vento forte e o português não teve o que fazer para reverter o resultado.

MAR DIFICIL – Além de Slater, de tarde só Taj Burrow conseguiu pegar onda boa para mandar suas rabetadas e despachar o sul-africano Jordy Smith com 17,56 pontos, recorde na quarta-feira. Durante o intervalo para a final, o mar piorou, ficou muito raso e poucas séries encaixavam na bancada para abrir uma parede mais longa para as manobras.

Kelly Slater novamente abre a bateria e dessa vez com um aéreo. Depois foi variando rasgadas, batidas, achando até um tubinho para começar a final com nota 5. A condição estava difícil e depois de várias ondas ruins dos dois, Slater pega uma direita pequena, porém abrindo para ele aplicar uma sequência de manobras modernas que renderam 5,27 pontos. O vento apertou e complicou a situação de Taj Burrow, que não conseguia nem trocar um 3,0 da sua maior nota até ali.

Só quando faltavam 4 minutos para o término o australiano encontrou uma boa. Já mandou uma rabetada incrível de entrada mostrando as quilhas, um roundhouse cutback abrindo grande leque de água e uma batida forte no lip ainda no outside, continuando o seu ataque base-lip com velocidade até a o inside.

Burrow precisava de 7,27 pontos para comemorar o bicampeonato, mas dessa vez os juízes não deram a virada como no duelo de resultado polêmico contra Adriano de Souza na terça-feira. A nota saiu 7,17 e Kelly Slater comemorou mais uma vitória em cima do australiano, a 46.a da sua carreira de dez títulos mundiais. O número 1 do mundo não confirmou se vai correr todas as etapas da temporada, mas já largou na frente no ranking do ASP World Title Race 2011.

FINAL DO QUIKSILVER PRO GOLD COAST:

Campeão: Kelly Slater (EUA) com 11,20 pontos (notas 5,93 e 5,27) – US$ 75.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Taj Burrow (AUS) com 10,17 (notas 7,17 e 3,00) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar – US$ 17.500 e 6.500 pontos:

1.a: Kelly Slater (EUA) 16.77 x 8.20 Tiago Pires (PRT)

2.a: Taj Burrow (AUS) 17.56 x 11.40 Jordy Smith (AFR)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar – US$ 13.750 e 5.200 pontos:

1.a: Kelly Slater (EUA) 15.40 x 9.06 Dusty Payne (HAV)

2.a: Tiago Pires (PRT) 14.64 x 14.40 Matt Wilkinson (AUS)

3.a: Taj Burrow (AUS) 17.30 x 11.60 Brett Simpson (EUA)

4.a: Jordy Smith (AFR) 13.03 x 9.95 Alejo Muniz (BRA)

RANKING ASP WORLD TITLE RACE 2010 – 1.a etapa:

1.o: Kelly Slater (EUA) – 10.000 pontos

2.o: Taj Burrow (AUS) – 8.000

3.o: Jordy Smith (AFR) – 6.500

3.o: Tiago Pires (PRT) – 6.500

5.o: Brett Simpson (EUA) – 5.200

5.o: Matt Wilkinson (AUS) – 5.200

5.o: Dusty Payne (HAW) – 5.200

5.o: Alejo Muniz (BRA) – 5.200

9.o: Adrian Buchan (AUS) – 4.000

9.o: Adriano de Souza (BRA) – 4.000

9.o: Michel Bourez (TAH) – 4.000

9.o: Joel Parkinson (AUS) – 4.000

13: Mick Fanning (AUS) – 1.750

13: Owen Wright (AUS) – 1.750

13: Jadson André (BRA) – 1.750

13: Fredrick Patacchia (HAW) – 1.750

13: Adam Melling (AUS) – 1.750

13: Kai Otton (AUS) – 1.750

13: Daniel Ross (AUS) – 1.750

13: Heitor Alves (BRA) – 1.750

13: Josh Kerr (AUS) – 1.750

13: Julian Wilson (AUS) – 1.750

13: Cory Lopez (EUA) – 1.750

25: Raoni Monteiro (BRA) – 500

João Carvalho – Assessoria de Imprensa da ASP South America


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